Vacina em desenvolvimento

Pesquisadores da Universidade da California, do departamento de nanotecnologia, vem pesquisando vacinas plant-based e feitas de bactérias para combater o novo coronavírus visando que elas possam ser armazenadas sem uso de geladeira e suportar o calor. Os imunizantes estão na fase pré-clínica e já foram testadas em camundongos que apresentaram alta produção de anticorpos contra o vírus da Covid-19.

A vacina

As duas vacinas são produzidas de forma semelhante como explica a professora Nicole Steinmetz: “Primeiro os pesquisadores cultivam a bactéria Escherichia coli e o feijão-fradinho, e aguardam os vírus do mosaico e do Q Beta se desenvolverem, respectivamente. Após esse processo, eles coletam as nanopartículas desses vírus e aplicam um pouco da proteína spike do SARS-CoV-2”.

O cultivo de plantas é fácil e não exige uma estrutura sofisticada, além disso é utilizado calor para embalar a vacina em implantes de polímeros e adesivos de microagulha.

Vantagens

Os adesivos de micro-agulha podem ser aplicados pelas próprias pessoas, sem dor e desconforto, dispensando a necessidade de um profissional da saúde.

Já o implante de polímero, é inserido debaixo da pele e libera o imunizante ao longo de um mês, evitando, por exemplo, a necessidade da segunda dose.

Ambas as formas de aplicação foram testadas e demonstraram um alto nível de anticorpos.

Após o desenvolvimento das vacinas espera-se que entrem em testes clínicos.

Referências:

BUSINESS, Vegan. Vacina de Covid-19 feita com planta do feijão-fradinho. 2021. Disponível em: https://veganbusiness.com.br/feijao-fradinho/. Acesso em: 26 out. 2021.

ORTEGA-RIVERA, Oscar A.; SHIN, Matthew D.; CHEN, Angela; BEISS, Veronique; MORENO-GONZALEZ, Miguel A.; LOPEZ-RAMIREZ, Miguel A.; REYNOSO, Maria; WANG, Hong; HURST, Brett L.; WANG, Joseph. Trivalent Subunit Vaccine Candidates for COVID-19 and Their Delivery Devices. Journal Of The American Chemical Society, [S.L.], v. 143, n. 36, p. 14748-14765, 7 set. 2021. American Chemical Society (ACS). http://dx.doi.org/10.1021/jacs.1c06600.

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